Dumas e d'Outras Diário

o meu blog na primeira pessoa

  • dia-a-dia
  • a ouvir
  • sobre mim

Dia #55 de 2012

Publicado por Paulo Dumas em 24/02/2012
Publicado em: Uncategorized.

Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012

Considero-me uma pessoa tolerante, alguém que respeita as escolhas dos outros, mesmo não concordando com elas. Nesse sentido acho que a discriminação racial, sexual ou religiosa é algo de inaceitável nos dias de hoje, tendo em conta toda a história da humanidade, particularmente de alguns dos seus mais tristes episódios.

Não posso no entanto concordar que ao procurar que as diferenças sejam aceites naturalmente, que as mesmas diferenças deixem pura e simplesmente de existir – um homem branco é diferente de um vermelho; um homossexual é necessariamente diferente de um heterossexual. São diferenças naturais, tão naturais que devem ser aceites como tal. Julgo que não podemos fazer de conta que essas diferenças não existem.

É um tema sensível. Tenho amigos e conhecidos que têm uma cor de pele diferente da minha ou, por escolha ou não, têm uma orientação sexual diferente da minha. Nunca me passou pela cabeça tratá-los de forma diferente por causa disso, nem acho que me tratem de forma diferente por ser diferente deles nesses aspectos. E a diferença termina aí, não determina nenhuma diferenciação no tratamento, mas não é por isso que deixa de existir.

Poderá discutir-se se é será ou não natural que dois homens ou duas mulheres se relacionem. Indiscutível é a impossibilidade de dois pares do mesmo sexo conseguirem naturalmente ter filhos. Houve hoje uma proposta em discussão na Assembleia da República que propunha que casais homossexuais pudessem adoptar crianças, proposta essa que foi chumbada. Por muito ténues que sejam as diferenças, elas existem. A tolerância e o respeito pelas diferenças não fará com que sejamos todos iguais, quanto mais não seja pela própria definição de diferença.

Dia #54 de 2012

Publicado por Paulo Dumas em 23/02/2012
Publicado em: Uncategorized.

Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

Houve hoje desenvolvimentos em dois casos que se arrastam na Justiça portuguesa há largos anos – o caso do desaparecimento de um miúdo de Lousada, chamado Rui Pedro, em 1998; e o caso Casa Pia, envolvendo personalidades conhecidas e socialmente importantes em suspeitas de crimes sexuais com menores, que se desenrola desde 2003.

No primeiro resolveu-se pela absolvição do único arguido no processo por não existirem provas suficientes para provar o seu envolvimento no desaparecimento do rapaz. No segundo, houve uma espécie de regresso à casa de partida, com a anulação de uma parte da acusação do processo.

Tanto um caso como o outro são bons exemplos da péssima Justiça que existe em Portugal. Para que serve um Estado onde a Justiça não funciona? Um estado atafulhado de regras e de regulamentos é sintoma de que algo está mal. O ideal era que as regras não fossem necessárias por as pessoas conseguirem viver umas com as outras de forma harmoniosa, respeitadora e pacífica. Pior é ter um estado gordo de leis que não consegue cumprir, que não consegue fazer cumprir e que é incapaz de reagir eficazmente quando as vê postas em causa.

Dia #53 de 2012

Publicado por Paulo Dumas em 22/02/2012
Publicado em: Uncategorized.

Dia #52 de 2012

Publicado por Paulo Dumas em 21/02/2012
Publicado em: Uncategorized.

A fraca exigência do povo é bem visível no Carnaval. Por aqui, foram muitos os que vieram ver o corso carnavalesco. Os organizadores das festas, entregues a uma associação local e à Junta de Freguesia, devem estar contentes com o sucesso. Eu fico satisfeito por eles, porque gosto na generalidade de ver acções com sucesso, retribuindo o esforço que as pessoas colocam na prossecução das suas ideias. Não obstante, este género de Carnaval é para mim pindérico.

O povo português é transversalmente e em média pindérico. Só assim se percebe por que razão os cantores de música popular consigam todos muito sucesso a cantar bestialidades ordinárias, que o futebol permaneça matéria incontestável apesar de todas as manigâncias que se conhecem, que o Michel Teló seja um caso de sucesso exponencial típico de um comportamento em rebanho, que quando se pede opinião a um português é muito provável que a resposta seja: “não há palavras”.

O povo português prefere o imediato, o gratuito e recusa o que possa exigir algum esforço intelectual. Muito por isso, a opinião pública é normalmente fraca em Portugal por não ser fundamentada. O português médio não tem o hábito de reflectir sobre as coisas. Decorrente disto, o gosto médio português é marcado por uma tendência geral que é já de si má. O mau gosto gera mau gosto e parece que há um certo orgulho nisso. Quando assim é, quando a mediocridade é o máximo que se exige, o progresso fica para lá de um bloco intransponível e se alguma manifestação de excelência surge, ela passa inevitavelmente despercebida. É o que temos (ou o que não temos).

Dia #51 de 2012

Publicado por Paulo Dumas em 20/02/2012
Publicado em: Uncategorized.

Devo começar por dizer que não gosto de futebol. Não pelo desporto em si, mas pelos vários exageros que alimenta. Hoje o Benfica veio a Guimarães jogar com o Vitória e perdeu. Gosto quando um grupo de pessoas vagamente prepotentes, que se auto-proglamam de “grandes”, “levam na bilha”. É assim uma espécie de David e Golias.

Dia #50 de 2012

Publicado por Paulo Dumas em 19/02/2012
Publicado em: Uncategorized.

Não percebo muito bem porquê, mas dizem que o Carnaval são três dias – aqueles que antecedem o negrume e a abstinência da quaresma no calendário católico. São três dias insuportáveis. Um período em que a parvalheira parece instituída, como se fosse necessário definir dias no calendário para se ser especialmente parvo, tão ou mais parvo que nos restantes dias do ano. A alegria, a boa disposição e o divertimento não precisam de ter calendário marcado. Acontece e pronto.

Dia #49 de 2012

Publicado por Paulo Dumas em 18/02/2012
Publicado em: Uncategorized.

Dia #48 de 2012

Publicado por Paulo Dumas em 17/02/2012
Publicado em: Uncategorized.

A base para o cartaz do Barco Rock Fest teima em não ganhar forma, apesar de várias tentativas e ensaios. Felizmente não ganho a vida como designer gráfico, porque se as minhas finanças dependessem disso, estaria neste momento a passar por algumas dificuldades.

Dia #47 de 2012

Publicado por Paulo Dumas em 16/02/2012
Publicado em: Uncategorized.

Estive a ver o filme “A Dama de Ferro” (“The Iron Lady” em inglês) no qual participa uma senhora que aprecio bastante – Meryl Streep. O filme traça um percurso muito resumido da vida de Margaret Thatcher que foi primeira-ministra da Grã-Bretanha entre 1979 e 1990.

Sempre fui um fraco aluno a História. Talvez por ter muita dificuldade em fixar nomes e datas. Ainda hoje tenho essa dificuldade. Talvez também por nunca ter apanhado um professor que me tenha incutido o gosto pela História.

Fruto da necessidade de perceber melhor o mundo, cada vez mais, a História tem sido um campo que me vem estimulando ao procurar perceber melhor o alinhamento dos acontecimentos ligando-os entre si, num novelo que parece não ter fim. Creio que não tem mesmo.

Meryl Streep essa, provavelmente ficará na história ao conquistar mais um Oscar com a prestação que teve em “A Dama de Ferro”.

Dia #46 de 2012

Publicado por Paulo Dumas em 15/02/2012
Publicado em: Uncategorized.

Adivinha-se um tempo de trabalho intenso. A questão que fica presa no pensamento procura saber se estarei à altura da tarefa. Sobre isso, só no final saberei, considerando a minha própria satisfação sobre o resultado alcançado e o impacto que terá nos outros.

Posts navigation

← Publicações mais antigas
  • Posts Recentes

    • Dia #55 de 2012
    • Dia #54 de 2012
    • Dia #53 de 2012
    • Dia #52 de 2012
    • Dia #51 de 2012
  • Arquivos

    • Fevereiro 2012
    • Janeiro 2012
  • Blog

    • dumas e d'outras
Blog em WordPress.com. Tema: Parament por Automattic.
Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Powered by WordPress.com